Sobre aquilo que carregamos desde sempre | Seja Imensa
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Sobre aquilo que carregamos desde sempre

 

[Ouça esse texto narrado por mim no Pitoresca Podcast]

Durante muito tempo eu quis ser mais extrovertida, menos responsável, mais simpática, menos entregue e disposta a algumas coisas. Mas tem umas características que a gente carrega e, durante a jornada, a única escolha que nos cabe é entre carregar um fardo ou levar tudo isso de um jeito leve.

O autoconhecimento, como um processo de dentro pra fora, tira das nossas mãos a certeza do que virá à tona. E nunca vai existir equilíbrio se a gente não sabe qual a tendência natural das coisas surgirem dentro e escaparem pra fora da gente. Chamo isso de ESSÊNCIA, e por mais poética que essa palavra soe, ela também reserva nossos próprios desafios. Sinto que é como se a gente viesse de fábrica com algumas virtudes e uns atributos que pedem de nós paciência, compreensão e coragem. Por nós mesmas e por mais ninguém.

Acredito que nossa essência é o tipo de coisa imutável que sempre arranjará um jeito de dar as caras em tudo que fizermos e se formos livres o suficiente para simplesmente deixá-la solta, ela será como um passarinho que finalmente abraçaremos quando estiver de vento em popa a voar.

Nossos manifestos em forma de ser são os melhores convites para reconhecer nossos próprios instintos, nossas reações mais viscerais e os nossos princípios mais essenciais. Deixar saberem quem somos e como nos manifestamos é um ato de coragem mas nada mais puro do que se deixar ser como é para que simplesmente você possa se compreender, se aceitar entre labirintos pronta pra se perder para encontrar a si.

Soltar as rédeas, permitir-se observar como você se expressa, o que te afronta e o que te dilui. A gente vai entender o que nos preenche quando aprendermos a nos esvaziar diante da influência do mundo, do que os outros dizem e principalmente do que os outros esperam da gente. É como trilhar uma jornada de consideração: primeiro você olha pra dentro, coloca pra fora, analisa com profundidade e sensibilidade e só depois trata de jogar fora o que não faz sentido e o que te sobra.

No final das contas essa é a nossa força: enxergar e decidir o que vamos fazer com o que vemos. Absorver, abraçar, curar, libertar, fortalecer, dar nome, afastar, colorir, ressignificar o que já somos desde sempre.

Na próxima vez que quiser ser outra pessoa ou qualquer outra coisa que não seja sua essência, lembre-se que é bem nesse desafio de enxergar a nossa própria beleza no meio do caos é que nos encontramos com a nossa melhor versão. Esse encontro tem sido meu guia.

Com tudo que cabe,
Stefany Freu.

 

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