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Seja Imensa Post Fixo

Ser só o que dá

 

[Ouça esse texto narrado por mim no Pitoresca Podcast]

Eu nunca vou dar conta de ser mais do que eu sou. Eu já quis isso pra mim, hoje não quero mais.

Me comprometer com isso tudo que é ser mais, mais, mais me parece muito mais desespero e medo de não ser ninguém do que ambição de ser muito. Ser só o que dá me deixa mais tranquila, me faz olhar pro mundo mais como um lugar pra me aconchegar do que um gigantesco vazio que preciso conquistar começando pelas beiradas de mim até me perder no intuito do outro – e olha que nem vou entrar no mérito de querer ser outra coisa!

Enquanto tem gente que pensa de si mais do que é, eu acho que tô mais pro tipo que pensa ser menos do que realmente sou. Já me peguei várias vezes buscando me superar por achar que não tinha feito o suficiente e, de repente (ou só muito tempo depois mesmo), me caiu a ficha. A bendita ficha da autoconfiança. Ou talvez duas fichas, se contar também a do autocontrole.

Ser só o que dá também é o que me pede o maior dos atos de coragem: pedir ajuda. Assumir que também preciso do que não consigo ser é ser o que eu mais sou: humana.

Ser só o que dá abre espaço pra troca e pra conversa – duas das coisas mais lindas de presenciar com a alma. Cada um sendo o que pode e se sentindo parte tem muito mais força do que ser por si e só.

Saber que cada um tem seu lugar e há lugar pra todo mundo me impulsiona a buscar o meu canto e também me faz saber que o caminho pra chegar lá é ser o que dá sendo o que sou e dá pra ser tudo isso com calma porque o caminho não é chegar. O caminho é descobrir.

 

Com tudo que cabe,
Stefany Freu.

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