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Os profissionais da beleza precisam nos ouvir

 

Eu nunca fui o tipo de mulher que ama salões de beleza ou que tem uma rotina de cuidados com o auxílio de profissionais deste ramo. Sou eu mesma quem cuido das minhas unhas, depilação, sobrancelhas e sempre incentivei outras a fazerem o mesmo. O fato é que de um tempo para cá, questionadora como ando ultimamente, quis achar um motivo para esse meu comportamento. Vamos conversar sobre isso?

Independente se você é das minhas ou se bate cartão semanalmente no seu espaço de beleza favorito, precisamos analisar o porquê fazemos exatamente deste jeito. Responda para si mesma: quantas vezes você já se deixou influenciar por uma indicação da cabeleireira e acabou fazendo um procedimento que não estava programado ou que sequer você havia percebido a necessidade? ou: em quantos episódios o espelho da esteticista te mostrou “defeitos” que você mesma não percebia por si só? Pois bem. Este é um assunto mais do que delicado porque não falamos apenas de um mercado de consumo, mas também e principalmente sobre a saúde e autoestima das mulheres.

Deveríamos nós ir a algum lugar para alguém “especializado em beleza” ditar o que fica melhor para o nosso corpo ou seria este o lugar para alguém nos ajudar a cuidar no nosso corpo segundo as nossas próprias convicções e percepções? Considero perigoso ver tantas mulheres querendo ser acudidas por profissionais que as colocam em uma cadeira para analisar formatos, texturas e tamanhos e a partir daí definir processos para que tal se aproxime de um padrão de beleza.

Entretanto essa não é uma questão de desvalorizar o trabalho ou o estudo desse tipo de profissional, mas sim de valorizar não só a personalidade como também a perspectiva de beleza que cada mulher tem – uma coisa é sugerir procedimentos para administrar queixas e outra bem diferente é enfiar serviços goela abaixo. Não sei com você, mas comigo já aconteceu de uma manicure se sentir no direito de escolher qual esmalte ficaria melhor para mim, inclusive recusando-se a usar a cor que eu havia escolhido. WHAAAAT?

 

É preciso AUTOCONHECIMENTO para se posicionar sobre como você se expressa ao mundo, é preciso AUTOESTIMA para se manter segura sobre o que funciona ou não para o seu corpo e como é possível valorizá-lo da forma que VOCÊ acha bonita. É preciso RESPEITO para não ultrapassar os limites de cada mulher e exercitar a empatia também no contexto da prestação de serviços de estética & beleza, porque no final das contas é tudo sobre a individualidade de sermos exatamente como queremos.

Certa vez, logo após recorrer a um procedimento estético para tratar as olheiras, eu questionei meu dermatologista sobre o prazo em que eu deveria voltar para reativar a ação do preenchimento e a resposta dele foi a mais sensata possível, como algo assim: “Você conhece muito melhor do que eu sobre o seu corpo. Só volte aqui quando você perceber que é impossível ficar sem o preenchimento.” Ele não quis adivinhar por quanto tempo o tratamento faria efeito, até porque quando falamos de um organismo vivo cada um é cada um, e eu fiquei impactada com o respeito que a resposta dele envolveu.

O que eu quero despertar em você é o cuidado e o carinho com você mesma. Vale sim se mimar nas mãos de depiladoras, designers de sobrancelha, cabeleireiras, esteticistas e etc – é claro que vale! Mas não vale acreditar mais na opinião do outro do que na sua quando o assunto é o seu próprio corpo, até porque a maior manifestação de conhecimento sobre estética é admirar a diversidade. Atente-se! Se posicione! Você conhece o teu templo como ninguém o faz. Se olhe no espelho se precisar de ajuda sobre isso, teste novos jeitos com a ajuda destes profissionais mas nunca nunca nunca permita que definam algo sobre o seu corpo antes de tirar tuas próprias conclusões.

O mínimo que você precisa sentir é liberdade.

 

Leia mais posts como este aqui:
1. SOBRE MAQUIAGENS E SUAS MULTIFUNÇÕES
2. A ARTE DE FAZER MODA OU A MODA DE FAZER ARTE

 

2 Comentários
  • Rebeca
    Postado às 03:59h, 12 setembro Responder

    Oii Stefany! Parabéns pelo seu post!! Primeiro que eu achei o tema muito original, porque eu sentia que eu era a única que me incomodava com a tratativa que eu recebia (inclusive de dermatologistas etc)… HAHA Segundo que sim, precisamos falar sobre o que estamos nos submetendo e o motivo disso. Acho que na era da internet é muito pior, a gente lê algo num blog e só porque funcionou pra blogueira tal, a gente pensa que vai funcionar pra gente.. e não analisamos exatamento ao que estamos nos submetendo. Eu não curto muito salão (preguiça e sou mais basiquinha), mas até pra quem tá sempre indo, é necessário o mínimo de respeito com o próprio corpo. Sério, curti bastante o teu post. Beijo =)

    • Stefany Freu
      Postado às 12:00h, 12 setembro Responder

      Ei, Rebeca! Obrigada pelo comentário 🙂

      Eu também nunca havia lido sobre isso mas já algum tempo tenho me questionado se eu era a única “problemática” com isso haha
      É bacana procurarmos respostas para o que constatamos como importante exatamente por gerar esse tipo de identificação!

      Um super beijo para você e volte sempre! também estou no instagram, você já conhece? http://www.instagram.com/sejaimensa

      <3

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