Onde esse tal de consumo vai parar? | Seja Imensa
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Onde esse tal de consumo vai parar?

 

De uns tempos pra cá tenho me visto um tanto quanto inquieta com o assunto consumo. Não faço ideia do que fez brotar isso dentro de mim e por isso mesmo afirmo que brotou de dentro, ainda sem saber quando. Nunca fui dessas que banca a protetora ambiental e me lembro até de algumas vezes em que frustrei ideais de relações entre homem e a natureza. Pois essa mesma é a que agora se pega assustada diante da noção de movimento em que coisas, funções, utilidades e necessidades se perdem no tempo, no espaço e acabam desfalecidas em míseras vontades.

As colagens na galeria são de Merve Ozaslan. Conheci o seu trabalho no Pinterest e me apaixonei pela forma como retrata delicada e minunciosamente ora ambiente ora gente como integridade da natureza, aliando a projeção das fotos a uma perspectiva um tanto quanto viva. Acredito que esta seria a forma de enxergar as coisas além de coisas. Nossos impulsos, trilhas, cenários, moradas, texturas e afins de certa forma sem fim. É inevitável, mas tem que ser perceptível a olho nu pra ser notável. E então a gente mesmo que se compromete com o invisível, quando relativo a sentimentos e sensações, se vê encurralado por um infinito diferente.

Se tudo se transforma, a gente deveria se importar mais com o prazo dessas metamorfoses. Certamente, bem como ocorre com gente, adiar transformações de uma coisa para outra pode comprovar utilidade ou atestar marasmo e é aí que mora o xis da questão. O consumo deveria estar pautado no estado em si das coisas e não na breve novidade – sem entrar no mérito do desperdício. Em suma, um evento de compra bem sucedido seria baseado não na necessidade ou muito menos na satisfação, mas sim no potencial. A variedade está aí pra isso e a tecnologia também.

Se você se perdeu no raciocínio, calma. É um assunto amplo e desafiador que quando ramificado se torna mais objetivo e próximo da gente e de mudar nossos hábitos. Apesar de não acreditar que o mundo adote um ponto de vista mais inteligente quanto ao consumo, acredito que vidas importem tanto quanto o mundo, e se for pra despertar alguma delas a respeito desse assunto, eu não paro por aqui.

 

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