Nossa coleção de escritos.

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ao que habita
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VEJO EM MIM O QUE ME FALTA

VEJO EM MIM O QUE ME FALTA

Você se considera uma pessoa generosa? Eu nunca me vi assim mas, de um tempo pra cá, tenho observado o quanto essa qualidade pode ser significativa nesse mundo doido e desde então me tornar uma pessoa mais generosa se tornou uma das minhas buscas mais pulsantes.
Generosidade traz consigo dádiva, doação, partilha, entrega – palavras bem presentes no meu campo de visão, no entanto, durante muito tempo, escassas no vocabulário das minhas mãos. Cresci ouvindo que “filha única é assim mesmo”… Peraí, assim como? Tem um outro jeito de ser que não me faça centralizar em mim o umbigo do mundo? Risos. Minha criação me fez acreditar que as coisas se fazem para o meu gosto e bel prazer. Meu pano de fundo abraçava meu protagonismo em termos de desejo, atenção e relevância, foi assim que me fiz (ou me fizeram). Mas é claro que eu não tô aqui pra colocar a culpa completa na minha família. Porque eu gostei disso, admito. Eu gosto. Portanto, pra mim o mais natural é alimentar meu egoísmo, meu eu centrado nos meus próprios bem-quereres e desquereres.
Não sei dizer a soma dos meus interesses que sobrepus aos dos outros. Sei que não era generosa com eles e isso é motivo suficiente pra me provocar um desejo de transformação daqui pra frente. Talvez essa vontade faça parte daquela minha lista de “coisas que não carrego mas quero fazer brotar em mim”, como parte daquelas escolhas que a gente faz para forçar algo que a gente precisa desenvolver quase do zero, mas que importam o suficiente para estimular um parto.
Não vou parar pra levantar aqui aquele papo de “mas afinal de contas, o que é ser generosa?” porque afinal de contas, ela pode ser o que você quiser entender dela de acordo com as suas vivências. Tô aqui pra falar do significado que eu atribuo para a generosidade e, entenda, grande parte desse significado vai puxar comportamentos que eu vejo em mim como faltas.
De lá pra cá tenho exercitado a minha generosidade da forma consciente mais martelada que consigo, pensando: só estou fazendo isso porque preciso ser mais generosa. Se vale ou não vale a intenção? Eu decido que sim. Existe no mundo esse tipo de coisa que você faz tanto como dívida que começa a enxergar como bônus. No meu caso eu preciso me sentir menos em dívida com o outro e enxergá-lo como bônus, como um ganho para a minha própria existência. Porque, convenhamos, é!
Meu convite e talvez meu ato mais generoso nesse texto é propor a você que tateie no escuro das suas necessidades aquelas coisas que precisam de você para crescer e ganhar força. Eu falo muito sobre potencializar e expressar o que já somos, mas quero falar mais sobre o poder e autonomia que temos de dar vida e fazer crescer o que não somos, desde que essa busca nasça como um ímpeto essencial do fundo do peito.
Me vejo generosa quando abro espaço pra ouvir o que eu não quero mas isso não significa que eu deixo de ser livre. Me vejo generosa quando considero a opinião de alguém mas isso não quer dizer que deixo outras pessoas escolherem por mim. Me vejo generosa quando incentivo o sonho do outro e não necessariamente considero que preciso abrir mão dos meus para contribuir com alguém. Me vejo generosa quando acolho um elogio e retribuo. Me sinto generosa quando escuto com atenção a alegria de alguém e mais ainda quando sou capaz de celebrar junto. Nem sempre em palavras, na maioria das vezes em gestos. Porque esse eu que agora quer ser generoso, ainda continua sendo eu.

E aí, quando é que você enxerga em você as coisas que te faltam? Como isso te preenche e te faz crescer?

Com tudo que cabe,
Stefany.

ME DIGA PRA FAZER, NÃO ME PEÇA PRA EXPLICAR

ME DIGA PRA FAZER, NÃO ME PEÇA PRA EXPLICAR

Assumo que, como comunicadora, eu mesma morro de medo de colocar o meu na reta. Me peça pra falar o que eu faço e me verás perdida como uma senhora que busca os óculos que estão apoiados nas suas próprias orelhas.
Diga pra eu me apresentar e conhecerás a minha pior versão: aquela que eu encarno enquanto tento acessar informações soltas dentro da minha cabeça que pareciam bem mais organizadas quando me imaginei respondendo essa pergunta. Ter que explicar o que eu faço é como abrir a caixa de um quebra cabeças de no mínimo mil peças. Assim como me empenho noites adentro no joguinho, por mais que me custe uma cabeça quebrada, eu não deixo essa outra missão pra trás.

Há uns 6 meses inventei que queria descobrir o que eu faço de vez, ou, mais do que isso, investigar como eu faço.
“Eu sou melhor fazendo do que explicando como fazer” nunca fez tanto sentido. Me maravilhei com meus próprios escritos, rejeitei a maioria das definições que criei. Travei. Fiz promessa, achando que colocar data estabeleceria alguma fronteira pra minha mente. Me enganei. Tracei de novo para chegar em alguns lugares e me deixar em alguns pontos.

Tá pronto! Quer dizer, pronto é uma palavra muito forte…
Tá no mundo! Meu site novo tá no mundo e é isso que importa.

www.sejaimensa.com.br – dá um pulinho lá pra ver, vai!

A minha sorte é que não preciso mais dar nome. Imensa é uma palavra-pacote que coloca tudo dentro e isso às vezes me dá nos nervos porque minha vontade, em geral, é tentar ser e abraçar tudo. Mas o tanto que é bão contar com outras pessoinhas, ai gente, sei nem dizer! Nesse projetão couberam muitas mãos e eu não quero continuar sem agradecer por tanta dádiva e encontro:

Amanda, essa mesmo que divide o Pitoresca comigo, e seu digníssimo Thales assinam o desenvolvimento do site pelo AM Estúdio.
Ana Trolezi da Versa, além de me ouvir chorar as pitangas, foi quem deu forma e bossa pras nossas pagininhas de serviços numa sessão de Café na Internet.
Breenda Rabelo, que ficou responsável de me lembrar de fazer menos carão e mais riso solto nas fotos mais coloridas e imensas que esse mundo já viu.
Bélit Medeiros, por carregar banquinhos no meio do mato, apagar rascunho de lápis na parede que eu inventei de escrever em tempo recorde e por topar posar com as mãos em fotos conceituais na golden hour.
Bia Bortolosso, da Kromatika, apostou suas fichas e talento no meu rostinho mesmo depois de eu remarcar o ensaio 4 vezes. Essas makes significam tudo pra mim, entenda.

Nunca vou conseguir traduzir tudo que a palavra IMENSA ecoa em mim, mas preciso continuar tentando. Obrigada por ouvir. Agora fique como esse escrito tão significativo que nasceu do lado de cá durante todo esse furacão:

Entretanto e tudo, o que me cabe é o risco de poder ser tudo isso e talvez não ser ninguém. Se eu olho pra dentro, caibo direitinho e sobra. Se olho pra fora, encaro a falta de cabimento que é ser e intuo: meu caminho é assumir.

Com tudo que cabe,
Stefany.

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