A arte de fazer moda ou a moda de fazer arte? | Seja Imensa
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A arte de fazer moda ou a moda de fazer arte?

 

– Que a moda pra gente seja uma forma de expressão, tão livre quanto qualquer outra e tão libertadora quanto qualquer escolha deve ser.

Sempre tive uma relação estreita com a moda. Cresci cercada por duas avós costureiras e uma mãe que vendia roupas e fazia vestidinhos de crochê pra todas as minhas bonecas. No entanto nunca fui boa na arte do corte e costura, eu gostava mesmo era de combinar as peças.

Ainda criança, talvez por volta dos meus 8 anos, comecei a tomar gosto por acessórios diferenciados e um tanto quanto extravagantes, o que foi evoluindo ao longo do tempo. Mas me lembro que eu sempre me vestia amando e voltava pra casa envergonhada por olharem e comentarem tanto sobre isso. A partir daí comecei a reparar quem não se arriscava tanto e me perguntar se teria que ser assim. Tentei, e não era eu. Saía e voltava frustrada pra casa. E é assim até hoje. Não sou das mais seguras em minhas vontades, mas agora entendo que pra mim a moda sempre foi mais personalidade do que beleza. Acho bonito pessoas que se vestem de previsibilidade, com modelagens simples e multiplicadas; mas acho incrivelmente emocionante pessoas que se vestem de si, seja pareando com o mood do dia ou seguindo uma linha contínua de construção de estilo. Certamente o brega pra mim se refere muito mais a multidão de mesmos do que a produções visualmente conflitantes.

Admiro muito, muito mesmo, quem assume o risco de se vestir com o que admira e isso não diz respeito apenas a título de estilo. Nos últimos tempos tenho me preocupado muito em pensar melhor nas marcas e nos propósitos que elas apresentam além das peças dependuradas em seus cabides, mas isso é assunto pra um próximo post. Acredito que a evolução dos padrões de beleza tem impulsionado uma moda também mais pluralizada e isso se torna evidente principalmente na diversidade das modelagens que encontramos na vitrines, o que é maravilhoso! Claro que tem o lance das tendências, que acabam por desaguar em um amontoado de iguais, mas já é um começo.

Essa é apenas uma introdução desse assunto por aqui e espero que eu possa compartilhar e agregar muita consciência ao longo das outras postagens que estão por vir.

Agora me falem, vocês curtem conversar sobre esse assunto?

[foto: Ana Strumpf para Vogue Brasil]

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