A alegria que me cabe | Seja Imensa
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A alegria que me cabe

 

Eu tenho um hobby. O hobby de me emocionar assistindo pessoas reagindo a momentos extremamente alegres com uma notável e deliciosa satisfação, e isso diz muito sobre mim porque eu me considero uma pessoa extremamente amena quando o assunto são as minhas próprias reações.

Percebi isso hoje assistindo a um compilado dos surtos do bem de Gil no Big Brother e acho que ele vai bem como um exemplo pra você entender o tamanho da expressão de felicidade à qual eu me refiro. Sim, quanto maior o êxtase da pessoa, seja qual for o motivo, mais eu vibro. O problema é que eu vibro e me emociono por dentro, de um jeito entediante, enquanto o que eu queria mesmo era ficar serelepe de alegria – fosse pelos episódios dos outros ou nos meus próprios lances dignos de empolgação.

Eu imagino que a reação dos avós descobrindo um bebê à caminho, first look dos noivos antes do casamento e reencontros no aeroporto sejam emoções unânimes e óbvias entre a gente (mesmo que seja uma lagriminha interior ou aquele apertinho no coração, vai!) mas também digo aqui sobre simplicidades como descobrir que tirou 10 em uma prova complicada, comemorar aquela roupa que comprou online e no final das contas caiu como uma luva, uma chuva que chega ligeira pra umedecer o ar enquanto enfrenta uma crise alérgica, a comida de delivery que chega antes do prazo, acertar a linha no buraquinho da agulha de primeira, encontrar uma nota de 50 perdida dentro do bolso de um casaco que usou no outono do ano passado…

Quando esses pequeninos deslumbres acontecem comigo eu realmente sinto essa felicidade – não é que eu seja apática às deliciosas emoções do mundo – eu super sinto! Mas talvez uma característica que tenho em comum com o meu pai possa dar algum pano de fundo pra esse meu comportamento duvisoso. Acompanhe comigo:
Dia desses ele soltou um “deixa eu pensar! eu A-D-O-R-O pensar!” e eu pensei comigo “mano, é isso! eu adoro pensar”, tanto é que essa coisa de pensar antes de agir nunca foi um desafio pra mim pois pensar antes de agir na minha cabeça já é meio que uma regra, eu vim assim de fábrica. Daí que, será que os meus pensamentos por serem tão enérgicos porém inexpressivos, de alguma forma embargam as minhas reações mais espontâneas e vulcânicas fazendo de mim essa pessoa emocionada porém passiva? É a minha maior aposta.

Se for isso, por favor, me passem o SAC da fábrica de seres humanos que eu quero cancelar um tiquin desses meus pensamentos, pô! Tem coisa mais gostosa que ver alguém soltando um gritinho agudo de conquista? ou manifestando um êxito tão saltitante a ponto de encolher os calcanhares até o bumbum (aqui tá liberado voltar pro BBB pra lembrar das cenas de pulo na piscina pós sobrevivência no paredão)? ou um sorriso tão espichado que nos faça desapegar da construção das linhas de expressão no rosto ao menos por uns 3 minutos? Eu juro que não me importaria de garantir algumas a mais se me garantissem que seria capaz de exteriorizar plenamente as minhas alegrias.

É claro que, depois desse registro da minha constatação, vou ser obrigada a pesquisar exercícios, processos e terapias que me ajudem a lidar com isso, mas esta pessoa travada que vos fala também aceita sugestões. Pensando bem, acho que aulas de dança seriam bem certeiras (e desafiadoras, claro!) sem contar aquele mergulho psicanalítico que também cairia bem, afinal isso tem muita cara de ser coisa que vem lá de trás… Mas não vou entrar nesse mérito agora. Só não venham me indicar uma inscrição no Big Brother porque aí também já é demais!

Também gostaria de deixar um recado aqui pra você que convive comigo e em algum momento já me achou esquisita e indiferente a respeito das suas ou das minhas super alegrias. É o meu jeitinho, mas eu juro que provavelmente eu estava explodindo de felicidade por dentro! Agora você já sabe que fiz o melhor que pude e pra mim também é um saco não conseguir surtar fácil, no bom sentido. Na próxima vez, pode ser que colocar Tempo de Alegria da Ivete como trilha sonora traga uma empolgação extra pro momento… rs

Assistir pessoas esbanjando contentamento continua sendo um dos meus tipos favoritos de paisagem e me tornar uma delas agora também é uma meta.

Com tudo que cabe,
Stefany.

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