9 LIÇÕES VALIOSAS QUE “ANNE WITH AN E” (RE)DESPERTOU EM MIM

por | ago 25, 2018 | Sem categoria

Anne tem conquistado corações sensíveis por aí, mas isso pouco tem a ver com o contexto ou história da série – é tudo sobre a presença de discussões importantes na narrativa que transitam entre a imaginação e o fardo da realidade, sem deixar de revelar beleza em todos os fragmentos possíveis. Se você precisa de motivos para dar uma chance à ruivinha de Green Gables ou, se ao assistir tudinho, assim como eu, você terminou a série querendo mudar o mundo, vem comigo (re)lembrar os trechos mais empoderadores e inspiradores:

 EU QUERO, EU POSSO.

Anne é teimosa. Em parte por crescer em um ambiente hostil e sem regras, em parte pela própria essência aventureira, ela sempre faz questão de informar o espaço que quer ou precisa. Isso envolve a busca pelo seu lugar como indivíduo muito além da noção de comportamento e divisão de tarefas entre mulheres e homens. YEEAH, Anne! WE CAN.

SEM PAPAS NA LÍNGUA (E NOS SENTIMENTOS)

Verbalizar não é problema para a menina adotada pelos Cuthbert e isso quase sempre surpreende alguém. Ela transborda em palavras em todas as oportunidades e, no pior dos casos, isso custa-lhe uma situação embaraçosa mas de muito aprendizado sobre expressão e o poder da comunicação. Algumas vezes acaba externalizando sentimentos que ainda não foram consumidos – a famosa peça que a mente nos prega – mas tudo bem, pois na verdade são as podas que nos fazem crescer.

EU OUVI EMPATIA?

Para mim o contexto mais bem construído da série trata sobre autoestima. Anne, desde o início da trama, claramente se incomoda com o padrão de beleza do qual ela não faz parte e as críticas, um tanto quanto duras para uma criança-adolescente, sempre se desenvolvem em conflitos que fazem o coração querer consolá-la com um abraço. Mas a menina é forte como uma árvore em boas raízes e sempre termina nos dando uma lição de como reagir ao desprezo.

AH.. A HUMILDADE!

“Às vezes é preciso deixar as pessoas amarem você.” Preciso explicar?

UMA LEGÍTIMA MULHER FORTE

Muito pela trajetória como órfã, Anne não teve poder de escolha ao longo da vida e diante da oportunidade de liberdade sua primeira opção é ser protagonista (e QUE protagonista, né, minha gente!). Isso me fez pensar nas inúmeras vezes que nos submetemos aos sonhos dos outros, opiniões alheias e influências externas para traçar nosso caminho. Não precisamos de heróis que nos salvem da vida, precisamos ser heroínas da nossa própria história.

A BREVE NOVIDADE DO HOJE

Tudo se transforma na virada do dia para Anne e se tem uma coisa que isso nos ensina é que tudo pode sim mudar da noite pro dia se a gente realmente estiver disposta a fazer isso acontecer. Os dias gloriosos nos contam sobre a nossa capacidade de encarar a vida com leveza e as lástimas de alguns outros nos lembram que somos uma vida inteira de um passo de cada vez. Basta a cada dia a sua própria novidade.

CADA UM NO SEU QUADRADO E TODAS AS MULHERES DO MESMO LADO

 

Não foram as aulas de etiqueta que guiaram Anne na formação de caráter e postura e é a partir daí que percebemos o quanto uma história densa e experiências de mundo são capazes de transformar uma menina em um exemplo de posicionamento contra o abuso e machismo.

AUTENTICIDADE É CONTAGIANTE

Sobre personalidades, escolhas, histórias – ou a falta delas – cada um sabe a sua, e Marilla entende com Anne que a autenticidade, o poder de ser quem é, é libertador, profundo e ao mesmo tempo um processo longo. Ao longo da série, a personagem quase mãe adotiva de Anne, se encontra presa em traumas que confrontam a sua essência e é nesta trajetória em que ela também se percebe livre com o seu lugar no mundo, com os seus limites e cicatrizes, mas sempre livre.

“TRAGO VERDADES”

A menarca de Anne diz muito além da própria transição de menina a mulher. Ela, sempre precoce em tantos aspectos, nos faz questionar de maneira singela, simples e leve nossa tão efêmera mentalidade. No final das contas é tudo sobre o propósito das coisas, muito além dos preconceitos nos quais as pessoas subjugam a nossa própria natureza.

Acredito que nem tudo é sobre inocência, é mais sobre essência e consciência e disso Anne entende muito!

ler mais posts desta categoria

× Contato